quarta-feira, 2 de dezembro de 2015
Johnny Hooker em João Pessoa
Fonte: Jornal da Paraíba
Primeiro dia do Festival Móbile tem shows de Johnny Hooker, Barruada, Chico Correa e Eletronic Band, Rosa de Pedra (RN) e A Troça Harmônica.
R$ 30 (meia) | R$ 30 + 1 litro de água (social) | R$ 60 (inteira) | R$ 50 (casadinha dois dias), às 18h30, no Conventinho de São Pedro Gonçalves: Praça Antenor Navarro - Varadouro, João Pessoa/PB.
Primeiro dia do Festival Móbile tem shows de Johnny Hooker, Barruada, Chico Correa e Eletronic Band, Rosa de Pedra (RN) e A Troça Harmônica.
R$ 30 (meia) | R$ 30 + 1 litro de água (social) | R$ 60 (inteira) | R$ 50 (casadinha dois dias), às 18h30, no Conventinho de São Pedro Gonçalves: Praça Antenor Navarro - Varadouro, João Pessoa/PB.
Quando fui à Comic House, falei para o proprietário, o simpático e atencioso Manassés, que eu tinha conhecido o trabalho de Shiko através do canal do Youtube Pipoca e Nanquim. Ele disse que também acompanha o canal, e me indicou o blog A Pilha.
Ambos, o canal e o blog, são alimentados por pessoas que trabalham diretamente no mundo editorial dos quadrinhos, o que torna os conteúdos bem mais profissionais.
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Shiko: Retinto e A Boca Quente
Apesar de ser um gênero que me interessa e que quero me aprofundar mais, até hoje li poucos quadrinhos. Na verdade, li apenas a Watchmen e Persepolis, de Alan Moore e Marjane Satrapi, respectivamente. Estão na fila Maus, de Art Spiegelman, e V for Vendeta, também do Alan Moore, e atualmente estou lendo a Sandman, de Neil Gaiman.
Esses dias, pesquisando sobre o gênero, tomei conhecimento do ilustrador/autor Shiko (instagram e facebook), paraibano conhecido e reconhecido no universo das histórias gráficas. Seu traço e os temas que trata me chamaram imediatamente a atenção, o que me fez ir hoje à Comic House, loja de quadrinhos aqui em João Pessoa, em busca do primeiro número de sua nova séria, A Boca Quente. Lá chegando me deparei com o catálogo Retinto: o negro no desenho de Shiko, composto por uma pasta e cinco lâminas em A3, off set, e que estão em exposição na Cosmopopeia até o dia 12 de dezembro. Sem consultar minha consciência financeira, comprei, e em breve as colocarei em molduras.
O quadrinho A Boca Quente, como bem explica seu subtítulo, trata de carros, crime, violência e sexo, em uma trama policial um pouco noir. Trabalho muito bom e que recomendo a todos, os que gostam de quadrinhos ou não.
Festival de Música Clássica de João Pessoa começa neste domingo
FONTE: G1/PB
Primeiro concerto acontece a partir das 19h na Igreja de São Francisco.
Terceira edição homenageia Benedict Klöeckner e Noa Wildshut.
Terceira edição homenageia Benedict Klöeckner e Noa Wildshut.
A violinista Noa Wildschut, da Holanda, é homenageada no 3º Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa (Foto: Merlijn/Divulgação)
Começa neste domingo (29), na Igreja de São Francisco, a 3ª edição do Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa. O evento segue até 5 de dezembro com 23 concertos apresentados em igrejas históricas da capital, com 15 solistas de seis países diferentes e um catálogo de grupos camerísticos e sinfônicos em diferentes formações.
A programação desse domingo é aberta às 19h com a Orquestra da Ação Social pela musica no Brasil (ASMB) Núcleo João Pessoa, sob regência do professor Hector Jorge Rossi. Em seguida, a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa se apresenta com dois solistas, os violinistas Noa Wildschut e Joris van Rijn, ambos da Holanda. A regência fica por conta de Laércio Diniz.
Dois jovens do mundo da música clássica, o cellista alemão Benedict Klöeckner e a violinista holandesa Noa Wildshut, são os homenageados desta edição do festival. Noa se apresenta nos dias 29, 1° e 3 de dezembro, com masterclass no dia 2, enquanto Klöeckner toca nos dias 30, 2, 3 e 5 de dezembro, com masterclass no dia 1°. Toda a programação de concertos é gratuita e as inscrições para as oficinas estão abertas pelo site do evento.
“Esta edição comprova que o Festival de Música Clássica se consolida no calendário cultural da cidade como um dos projetos mais atrativos e aguardados pelo público. Preocupamo-nos em manter vivo o padrão de excelência dos instrumentistas, mas com um foco distintivo: este ano é dedicado às crianças que conquistaram o seu espaço em grandes orquestras do mundo e as que estão iniciando na arte, como no caso do projeto Ação Social pela Música do Brasil”, destaca o diretor-executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity.
A programação desse domingo é aberta às 19h com a Orquestra da Ação Social pela musica no Brasil (ASMB) Núcleo João Pessoa, sob regência do professor Hector Jorge Rossi. Em seguida, a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa se apresenta com dois solistas, os violinistas Noa Wildschut e Joris van Rijn, ambos da Holanda. A regência fica por conta de Laércio Diniz.
Dois jovens do mundo da música clássica, o cellista alemão Benedict Klöeckner e a violinista holandesa Noa Wildshut, são os homenageados desta edição do festival. Noa se apresenta nos dias 29, 1° e 3 de dezembro, com masterclass no dia 2, enquanto Klöeckner toca nos dias 30, 2, 3 e 5 de dezembro, com masterclass no dia 1°. Toda a programação de concertos é gratuita e as inscrições para as oficinas estão abertas pelo site do evento.
“Esta edição comprova que o Festival de Música Clássica se consolida no calendário cultural da cidade como um dos projetos mais atrativos e aguardados pelo público. Preocupamo-nos em manter vivo o padrão de excelência dos instrumentistas, mas com um foco distintivo: este ano é dedicado às crianças que conquistaram o seu espaço em grandes orquestras do mundo e as que estão iniciando na arte, como no caso do projeto Ação Social pela Música do Brasil”, destaca o diretor-executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity.
segunda-feira, 28 de julho de 2014
Saturno e seus filhos
Depois que Gaia criou Urano para acabar com o em que o universo estava inserido, tiveram eles muitos filhos. Esses filhos eram violentos e devastadores. Saturno, seu filho mais novo, aprisionou os seus irmãos no mundo subterrâneo para tentar acabar com a destruição que provocavam. Seus pais, no entanto, continuavam a ter filhos, que possuíam o mesmo gênio dos anteriores. Cansada de ter filhos, Gaia entra em um acordo com seu filho Saturno, e lhe dar uma foice para que seu filho corte os testículos de seu pai. Assim, ambos ficaram satisfeitos: Saturno não mais teria o trabalho de aprisionar seus irmãos, e Gaia não mais teria que ter filhos.
Não podendo mais gerar filhos, Urano passa a ser um adversário a altura de seu próprio filho, que funda seu novo reino. Casa-se Saturno com Réia. Porém, um Oráculo havia dito a Saturno que um de seus filhos iria o matar. Com o temor que se concretizasse a profecia, Saturno passa a devorar todos os filhos que tinha. No entanto, Júpiter, seu filho, consegue se salvar e aprisionar o pai iniciando, assim, mais um novo reinado.
Três gerações de reinados que deram origem, segundo a mitologia grega, assimilada pelos romanos, ao nosso universo. Simbolizam também a evolução de nossa sociedade. Ilustram tanto uma evolução tanto genética de nossa espécie humana, quanto uma evolução social.
Essa evolução social pode ser descrita como partindo de Urano, que, despreocupado com as atitudes de seus filhos, deixava-os fazer o que bem quisessem. Tinham todos, porém, uma atitude destruidora, o que faz Saturno aprisioná-los e, assim, acaba com a destruição que seus irmãos provocavam. Pacificada essa primeira geração, o medo de ser destronado faz Saturno acabar com sua própria prole, devorando seus filhos para que não fosse tirado do poder. Consegue, porém, um de seus filhos, trancar em uma prisão seu pai. Essa prisão, no entanto, dura só o tempo necessário para que Júpiter pudesse dividir o reinado com seus outros irmãos, pacificando, assim, definitivamente nosso Universo. Está ele pronto para ser habitado por nós.
Os romanos festejavam em dezembro em honra a Júpiter. Nos festejos, os servos davam ordens aos senhores, invertendo, assim, a ordem social, prenunciando, talvez, o passo posterior desta evolução.
Assistimos hoje, no entanto, uma mesma relação entre pais e filhos quando o assunto é poder. Uma troca de tronos que não visa à organização, apesar de haver interesse de se apropriar do que é público; não há desejo de pacificação, apesar de demonstrar descaso, em ações e omissões, com o que arbitrariamente se faz; não há desejo de universalizar e publicizar, apesar de haver o medo constate de ser solapado seu poder por quem quer que seja; nunca houve empenho para dividir o que é público, apenas os cálculos nefastos para se lotear o universal sem qualquer outro interesse que não o de sugar tudo o que há para tanto.
Os filhos dos deuses foram por muito tempo seus problemas e seus maiores temores. Hodiernamente, no entanto, é a prole o remédio mais utilizado para se perpetuar. Uma involução genética, pois a evolução é a adaptação ao novo, não a perpetuação do velho; é a evolução a progressiva pacificação, não a eterna beligerância.
Os passos posteriores que, talvez, previam os romanos em suas festas não se concretizem. Não teremos, nós, motivos para festejar. Nosso caminho talvez seja de volta ao caos.
Continuam devorando seus próprios filhos.
![]() |
| Saturno devorando um filho - Francisco de Goya |
domingo, 6 de abril de 2014
De enochatos e opiniões ou a comédia do nosso tempo
Os italianos classificam os vinhos produzidos em seu país em
vinhos de mangiare e vinho de pensieri. A explicar o óbvio, os primeiros
são os vinhos para comer e os segundo para pensar. Quem aprecia vinhos entende bem
a diferença. Eu estenderia a classificação para todas as bebidas, com a
ressalva que algumas não servem para acompanhar um prato.
Essas conversas sobre vinho trazem a imagem de algum sujeito
discorrendo longos tempos sobre os aromas, os taninos, a viscosidade, a safra e
as inúmeras variantes de harmonização. Não
entendo o repúdio. Se você for enólogo ou sommelier
isso se legitima. Mas se você for um enófilo e quer despejar seu
conhecimento vínico enquanto todos comentam sobre o concerto do Megadeth...
Vinho de mangiare e de pensieri, tal como tempo para pensar e
tempo para beber. Não há enochato, já disseram, há o chato e ponto.
Ladeio o enochato com o enoarrogante, com o enoinconveniente,
com o enopseudointelectual. Não se trata apenas de vinho, mas de qualquer coisa.
Afora esses e semelhantes, ponho a culpa no maior mal do Brasil no nosso tempo:
o excesso de opinião.
Diogo Mainardi escreveu uma crônica em que diz que o maior problema
do Brasil é o excesso de opinião, e devido a isso apenas emitia sua opinião se
o pagassem para tanto. Se sua esposa vestisse um vestido e pedisse uma sugestão,
ele logo estendia a mão à espera de uma uma moeda.
Certa vez na fila dos Correios ouvi uma conversa sobre o
Bóson de Higgs que, pela firmeza das assertivas, juraria que se tratava de vários
físicos-teóricos entediados na espera para enviar uma correspondência com AR. A
conclusão unânime da peleja foi: esses cientistas não têm o que fazer!
Transmite-se cinto minutos em uma matéria na televisão e
temos duzentos milhões de especialistas. Compartilha-se qualquer texto de quinhentos
caracteres nas redes sociais e forma-se uma elite intelectual.
O excesso de opinião é a culpa do atraso do Brasil. E isso
se dá pelo desprezo do brasileiro ao conhecimento edificado seriamente. Se
alguma lógica há no mundo é a de que quem estuda mais sobre algo tem mais
propriedade para falar sobre. Já disse Nietzsche: em um determinado ponto do
tempo e em um determinado lugar do universo, animais inteligentes inventaram o
conhecimento. Minha mãe que não leia esse texto, mas a prescrição de um médico é
muito mais confiável do que as que ela me dá quando adoeço.
Pobres coitados dos acadêmicos, dos estudiosos, dos
dedicados... E Fernando Pessoa ressoa: Estudar é uma coisa em que está
indistinta, A distinção entre nada e coisa nenhuma.
O brasileiro ignora a educação, converte em pedante qualquer
um que diga “eu sei”, mesmo (e principalmente) quando sabe. Todos instrumentalizam
sua educação, basta o que baste e na medida para se conseguir um emprego. Com isso as
ciências passam a se resumir à técnica, a produção científica se rarefaz, o que
vale é prática imediata sem respaldo e sem futuro, com Universidades sem
projetos e/ou sem recursos. Soma-se a isso a glamourização da ignorância que
acontece no nosso tempo e querer falar mais de um idioma está a beira de se tornar
uma conduta punível pelo Código Penal.
A exceção é tão pequena que não interfere na generalização.
Desprezar o mundo do conhecimento faz com que cada um se
ache o dono da verdade, na mesma medida em que constrange as críticas dos arrogantes
estudiosos. Com isso todo mundo emite opinião sem o mínimo de dedicação sério
sobre o assunto, fala-se qualquer coisa, escreve-se qualquer coisa...
Ivan Lessa disse que o mais difícil é não escrever,
porém, ao escrever deve-se tratar tudo às tapas e pontapés. Mas como quem
apanha nunca esquece, deve-se sempre tomar o cuidado de saber no que se bate, e,
principalmente, saber sobre o que se bate. Primeiro por razões óbvias de
sinceridade intelectual de não se utilizar da ignorância de muitos para
legitimar a sua (sempre haverá alguém que sabe), e, em segundo lugar, para sua própria
integridade intelectual, porque as vezes o conhecimento espancado volta contra
o torturador berrando: Não! Ditadura não é uma opção, você não sabe o que é
Bóson de Higgs, Augusto Cury não enriquece repertório intelectual algum!!
Assinar:
Postagens (Atom)


