quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Usina Lumière apresenta Acossado de Godard


A Aliança Francesa de João Pessoa, em parceria com a Usina Cultural Energisa, convidam para o ciclo de cinema francês Usina Lumière,que nesta quarta-feira, 21, às 19h30, apresenta o filme “Acossado” (À bout de souffle), dirigido por Jean-Luc Godard. O ciclo de cinema francês usina Lumière acontece sempre na terceira quarta-feira do mês. Ao final da sessão haverá um bate papo com o crítico de cinema João Batista de Brito sobre o filme e o sorteio de um volume do livro O Cinema na Paraíba de Willis Leal.

Sinopse:

“Acossado” (À bout de souffle) foi o primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard. Nesse filme ele usa um casal como protagonistas, casal este que foge aos padrões da época, pois estes dois personagens são completamente amorais e aéticos. Michel (interpretado por Jean-Paul Belmondo) é um ladrão de carros que acaba cometendo um latrocínio o que faz com que a polícia o persiga com mais veemência, divulgando o seu rosto em diversos jornais, o que leva Michel pensar em mudar-se para Roma. Já Patrícia (Jean Seberg) ganha à vida vendendo jornais nas ruas e trabalhando como jornalista, mas também é desprovida de caráter. Os dois se conhecem muito pouco, mas se amam, apesar de não se permitirem demonstrar seus afetos. Godard mostra a sua genialidade, pois os personagens têm atitudes que escapam do convencionalismo. Este filme é uma obra-prima que alguns o coloca no mesmo nível de “O nascimento de uma nação” (D. W. Grifith) e “Cidadão Kane” (Orson Welles). São mostrados enquadramentos dos personagens e personalidade subversiva dos mesmos. Um marco para a nouvelle vague, como também um dos divisores de época da história do cinema.

Ficha Técnica:

ACOSSADO

Título original: À Bout de Souffle

Duração: 86 minutos (1 hora e 26 minutos)

Gênero: Policial

Direção: Jean-Luc Godard

Ano: 1959

País de origem: FRANÇA

Serviço:

Cineclube Usina Lumière Data: 21 de 2013 Hora: 19:30h Local: sala digital Vladimir Carvalho Entrada franca

Usina Cultural Energisa Av. Juarez Távora, 243 – Torre Tel: 3221 6343 | 9174 1797 comunicacaopb@energisa.com.br

Aliança Francesa

Av. Gal. Bento da Gama, 396 – Torre

Tel: 3222 6565 secretaria@afjoaopessoa.com.br

Programação completa do Festival Móbile



Johnny Hooker em João Pessoa

Fonte: Jornal da Paraíba

Primeiro dia do Festival Móbile tem shows de Johnny Hooker, Barruada, Chico Correa e Eletronic Band, Rosa de Pedra (RN) e A Troça Harmônica.

R$ 30 (meia) | R$ 30 + 1 litro de água (social) | R$ 60 (inteira) | R$ 50 (casadinha dois dias), às 18h30, no Conventinho de São Pedro Gonçalves: Praça Antenor Navarro - Varadouro, João Pessoa/PB.

Laura Lannnes

Quando fui à Comic House, falei para o proprietário, o simpático e atencioso Manassés, que eu tinha conhecido o trabalho de Shiko através do canal do Youtube Pipoca e Nanquim. Ele disse que também acompanha o canal, e me indicou o blog A Pilha
Ambos, o canal e o blog, são alimentados por pessoas que trabalham diretamente no mundo editorial dos quadrinhos, o que torna os conteúdos bem mais profissionais.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Shiko: Retinto e A Boca Quente

Apesar de ser um gênero que me interessa e que quero me aprofundar mais, até hoje li poucos quadrinhos. Na verdade, li apenas a Watchmen e Persepolis, de Alan Moore e Marjane Satrapi, respectivamente. Estão na fila Maus, de Art Spiegelman, e V for Vendeta, também do Alan Moore, e atualmente estou lendo a Sandman, de Neil Gaiman.
Esses dias, pesquisando sobre o gênero, tomei conhecimento do ilustrador/autor Shiko (instagram e facebook), paraibano conhecido e reconhecido no universo das histórias gráficas. Seu traço e os temas que trata me chamaram imediatamente a atenção, o que me fez ir hoje à Comic House, loja de quadrinhos aqui em João Pessoa, em busca do primeiro número de sua nova séria, A Boca Quente. Lá chegando me deparei com o catálogo Retinto: o negro no desenho de Shiko, composto por uma pasta e cinco lâminas em A3, off set, e que estão em exposição na Cosmopopeia até o dia 12 de dezembro. Sem consultar minha consciência financeira, comprei, e em breve as colocarei em molduras.
O quadrinho A Boca Quente, como bem explica seu subtítulo, trata de carros, crime, violência e sexo, em uma trama policial um pouco noir. Trabalho muito bom e que recomendo a todos, os que gostam de quadrinhos ou não.




Festival de Música Clássica de João Pessoa começa neste domingo

A violinista Noa Wildschut, da Holanda, é homenageada no 3º Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa (Foto: Merlijn Doomernik/Divulgação)


FONTE: G1/PB

Primeiro concerto acontece a partir das 19h na Igreja de São Francisco.
Terceira edição homenageia Benedict Klöeckner e Noa Wildshut.

A violinista Noa Wildschut, da Holanda, é homenageada no 3º Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa (Foto: Merlijn/Divulgação)
Começa neste domingo (29), na Igreja de São Francisco, a 3ª edição do Festival Internacional de Música Clássica de João Pessoa. O evento segue até 5 de dezembro com 23 concertos apresentados em igrejas históricas da capital, com 15 solistas de seis países diferentes e um catálogo de grupos camerísticos e sinfônicos em diferentes formações.

A programação desse domingo é aberta às 19h com a Orquestra da Ação Social pela musica no Brasil (ASMB) Núcleo João Pessoa, sob regência do professor Hector Jorge Rossi. Em seguida, a Orquestra Sinfônica Municipal de João Pessoa se apresenta com dois solistas, os violinistas Noa Wildschut e Joris van Rijn, ambos da Holanda. A regência fica por conta de Laércio Diniz.

Dois jovens do mundo da música clássica, o cellista alemão Benedict Klöeckner e a violinista holandesa Noa Wildshut, são os homenageados desta edição do festival. Noa se apresenta nos dias 29, 1° e 3 de dezembro, com masterclass no dia 2, enquanto Klöeckner toca nos dias 30, 2, 3 e 5 de dezembro, com masterclass no dia 1°. Toda a programação de concertos é gratuita e as inscrições para as oficinas estão abertas pelo site do evento.

“Esta edição comprova que o Festival de Música Clássica se consolida no calendário cultural da cidade como um dos projetos mais atrativos e aguardados pelo público. Preocupamo-nos em manter vivo o padrão de excelência dos instrumentistas, mas com um foco distintivo: este ano é dedicado às crianças que conquistaram o seu espaço em grandes orquestras do mundo e as que estão iniciando na arte, como no caso do projeto Ação Social pela Música do Brasil”, destaca o diretor-executivo da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), Maurício Burity.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Saturno e seus filhos

Depois que Gaia criou Urano para acabar com o em que o universo estava inserido, tiveram eles muitos filhos. Esses filhos eram violentos e devastadores. Saturno, seu filho mais novo, aprisionou os seus irmãos no mundo subterrâneo para tentar acabar com a destruição que provocavam. Seus pais, no entanto, continuavam a ter filhos, que possuíam o mesmo gênio dos anteriores. Cansada de ter filhos, Gaia entra em um acordo com seu filho Saturno, e lhe dar uma foice para que seu filho corte os testículos de seu pai. Assim, ambos ficaram satisfeitos: Saturno não mais teria o trabalho de aprisionar seus irmãos, e Gaia não mais teria que ter filhos.

Não podendo mais gerar filhos, Urano passa a ser um adversário a altura de seu próprio filho, que funda seu novo reino. Casa-se Saturno com Réia. Porém, um Oráculo havia dito a Saturno que um de seus filhos iria o matar. Com o temor que se concretizasse a profecia, Saturno passa a devorar todos os filhos que tinha. No entanto, Júpiter, seu filho, consegue se salvar e aprisionar o pai iniciando, assim, mais um novo reinado.

Três gerações de reinados que deram origem, segundo a mitologia grega, assimilada pelos romanos, ao nosso universo. Simbolizam também a evolução de nossa sociedade. Ilustram tanto uma evolução tanto genética de nossa espécie humana, quanto uma evolução social.

Essa evolução social pode ser descrita como partindo de Urano, que, despreocupado com as atitudes de seus filhos, deixava-os fazer o que bem quisessem. Tinham todos, porém, uma atitude destruidora, o que faz Saturno aprisioná-los e, assim, acaba com a destruição que seus irmãos provocavam. Pacificada essa primeira geração, o medo de ser destronado faz Saturno acabar com sua própria prole, devorando seus filhos para que não fosse tirado do poder. Consegue, porém, um de seus filhos, trancar em uma prisão seu pai. Essa prisão, no entanto, dura só o tempo necessário para que Júpiter pudesse dividir o reinado com seus outros irmãos, pacificando, assim, definitivamente nosso Universo. Está ele pronto para ser habitado por nós.

Os romanos festejavam em dezembro em honra a Júpiter. Nos festejos, os servos davam ordens aos senhores, invertendo, assim, a ordem social, prenunciando, talvez, o passo posterior desta evolução.

Assistimos hoje, no entanto, uma mesma relação entre pais e filhos quando o assunto é poder. Uma troca de tronos que não visa à organização, apesar de haver interesse de se apropriar do que é público; não há desejo de pacificação, apesar de demonstrar descaso, em ações e omissões, com o que arbitrariamente se faz; não há desejo de universalizar e publicizar, apesar de haver o medo constate de ser solapado seu poder por quem quer que seja; nunca houve empenho para dividir o que é público, apenas os cálculos nefastos para se lotear o universal sem qualquer outro interesse que não o de sugar tudo o que há para tanto.

Os filhos dos deuses foram por muito tempo seus problemas e seus maiores temores. Hodiernamente, no entanto, é a prole o remédio mais utilizado para se perpetuar. Uma involução genética, pois a evolução é a adaptação ao novo, não a perpetuação do velho; é a evolução a progressiva pacificação, não a eterna beligerância.

Os passos posteriores que, talvez, previam os romanos em suas festas não se concretizem. Não teremos, nós, motivos para festejar. Nosso caminho talvez seja de volta ao caos.

Continuam devorando seus próprios filhos.

Saturno devorando um filho - Francisco de Goya