segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Da Solidão

Manoel Alencar

Dormir embebido em solidão
é mergulhar nu em águas salubres
que te fazem atiçar mais ardores
contrariando a própria razão.

Submerso na fria escuridão,
rodeado de perdas e amores
que me fazem sentir as mesmas dores
que de mim, talvez, nunca sairão.

Perco o meu sono já desgastado,
trazendo de volta o meu cansaço
que me acompanha o dia todo.

Eu percebo, assim, que o passado
sempre permanecerá acordado
sedimentando a vida em lodo.

Natal na Usina


A música autoral paraibana estará em cartaz no Natal na Usina durante todo o mês de dezembro. Serão oito shows com entrada franca, mediante a retirada da senha, 1h antes do início dos shows que começam às 22h. Serão distribuídas 200 senhas.

Fest Aruanda ano X


João Pessoa recebe, de 10 a 16 de dezembro, um importante festival de audiovisual: a décima edição do Fest Aruanda, apoiada pelo Governo do Estado. Esse ano, os filmes serão exibidos na rede Cinépolis, no Manaíra Shopping, enquanto os minicursos “Domésticas no cinema latino-americano” e “Cinema Queer: explorando sexualidades na imagem em movimento” serão ministrados no Espaço Cultural. 
Para se inscrever, envie nome completo, profissão, endereço e telefone para o e-mail festaruanda@gmail.com, com o curso desejado no assunto.
Facebook do Fest Aruanda Site do Evento

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Quem é você?

• Quem é você? •

O que?
Festa à fantasia

Quando?
19 de dezembro de 2015

Onde? 
Móbile Café

Quem toca?
Discotecagens com:
Matheus Miranda
Domênica Pinto
Dudu Pinto

+ Microfone aberto
+ Premiação da Meio Poema, Meio Canção para a melhor fantasia

Ingressos?
R$20

Ingressos antecipados (limitados): http://www.eventick.com.br/quemevoce2015


- Entrada proibida para menores de 18 anos


*Arte por Igor Tadeu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Clóvis Júnior e Arte Naif


Há alguns anos minhas raízes nordestinas emergiram à minha epiderme. Isso porque por muito tempo dava atenção quase que exclusiva à música britânica, americana, ou mesmo quando nacional, sem especial interesse pela música nordestina. Mas chega um tempo que o que sempre foi passa a ser, e meu sentimento telúrico falou mais alto. Não posso negar que a poesia foi grande responsável, seguida pela música, o forró pé de serra, que acho simplesmente maravilhoso, até pela delicadeza e sensibilidade que imprimem, contrariando um pouco o sertanejo euclidiano. Ora, o que é ser mais sensível que, diante de todas as dificuldades para suprir as necessidades vitais básicas, que tanto calejam o espírito de um homem, apesar disso, ainda um sertanejo ter a coragem  - talvez coragem - de dizer versos do tipo: “ela nem olhou pra mim, passei horas no espelho me arrumando o dia inteiro e ela nem olhou pra mim”, “você bagunçou meu coração, tirou ele do peito e sacudiu pela calçada”, ou ainda o tino de comparar a felicidade com uma burrinha, entre outras.

Sem falar ainda no que, para mim, é a maior das artes, o que prova que um sujeito é verdadeiramente gênio: o repente. Certa vez fui assistir a um concurso de repentistas, e saí de lá muito mais do que impressionado. Nunca havia assistido a um concurso desses, então fiquei lá, quietinho, assistindo... Foi uma experiência um tanto quanto depressiva para alguém que, como eu, ainda arrisca fazer alguns versos. Eu passo, no mínimo, horas para escrever um soneto, com rima e métrica. Os caras faziam de improviso coisas geniais, o sorteio do tema e do estilo de versos eram feitos na hora  (martelo agalopado, Galope à beira mar, redondilha, décima, carretilha, etc.). Para se ter uma idéia, o galope à beira mar, por exemplo, tem esquema rímico próprio (ABBAACCDDC), e deve ser obedecido pelo poeta... de improviso.
Pois bem, isso tudo pra dizer que nessa mesma época participei de um evento na cidade de Guarabira, e tive a oportunidade de conhecer o artista guarabirense Clóvis Júnior. Na ocasião, consegui adquirir um livro sobre o seu trabalho. Cheguei em casa fui ver do que se tratava. Sabia que ele era muito conhecido mundo a fora, mas não conhecia seu trabalho. Eis minha surpresa quando vejo que é adepto da chamada Arte Naïf, ou Arte Primitiva Moderna, que é a arte executada por artistas sem formação acadêmica, o que não significa que seja a arte Naïf, em si, uma arte menos complexa, bela,ou de menor qualidade, tendo em vista a necessidade de estudo, pois presume o conhecimento da arte dita acadêmica para o seu “não seguimento”, a sua “não execução”, sendo assim um contraste no proceder artístico.
O que Clóvis Júnior faz com maestria é conjugar esses elementos Naïf com a cultura nordestina de raiz, com grande influência da xilogravura, e feito de uma forma belíssima. Beleza e crítica social. As referências passam pelas feiras, pelas festas, pescarias, religiosidade e costumes do nordeste brasileiro.
Em 1993, Clóvis Júnior participou do 1º Concurso Nacional de Cartazes criado pela ONU, com o tema “As drogas e o nosso futuro”. Logrou a primeira colocação, tendo sido esse trabalho divulgado em todo o Brasil e em vários países da Europa, onde a Arte Naïf é muito valorizada. Além disso, foi condecorado com várias comendas e honrarias no Brasil e no exterior, participando, ainda, de exposições individuais e coletivas em Portugal, Estados Unidos, França, Inglaterra, Argentina, Itália e Alemanha.
No mais, deixo para a sensibilidade sertaneja de cada um, o site de Clóvis Dias Júnior. http://www.clovisjunior.com.br/

Gustavo Moura apresenta exposição "Rio Parahyba" no Espaço Cultural

Crédito: Gustavo Moura
Fonte: Wscom

A exposição é composta por mais de 25 imagens em preto e branco – todas captadas por meio de fotografia analógica.

A Fundação Espaço Cultural da Paraíba (Funesc) abre, nesta sexta-feira (4), às 19h, a exposição “Rio Parahyba”. Com fotos de Gustavo Moura, a mostra é resultado de pesquisa do fotógrafo sobre o Rio Paraíba. O período de visitação ao público é de sábado (5 de dezembro) a 3 de janeiro de 2016, na Galeria Archidy Picado do Espaço Cultural José Lins do Rego. A entrada é gratuita.

A exposição é composta por mais de 25 imagens em preto e branco – todas captadas por meio de fotografia analógica. Em cinco anos, Gustavo Moura acompanhou o processo de degradação do rio por várias cidades paraibanas como Cabedelo, Santa Rita, Pilar, Itabaiana, Boqueirão, Aroeira, Umbuzeiro. O artista revela que, apesar da agressão ao meio ambiente, também pode captar a beleza do Rio Paraíba nos lugares percorridos. “Ao longo dessas cidades, nasceram grandes personagens da história e cultura da Paraíba, como José Lins do Rego, Sivuca, Assis Chateaubriand, Vladimir Carvalho, entre outros nomes.”

O rio se forma na Serra do Jabitacá e corta o Estado, tendo sua foz em Cabedelo. Em suas andanças, o fotógrafo constatou que o Paraíba precisa de cuidados. “Por ser importantíssimo na história do desenvolvimento da Paraíba, por seu potencial hídrico e pela necessidade de preservação, o rio pede providências”. Entre as constatações, ele enumera o assoreamento, falta de cobertura vegetal e ocupação desordenada das comunidades ribeirinhas.

“Sempre fotografei essa região, mas de uns cinco anos para cá, venho desenvolvendo esse olhar com objetivo de reunir o material em um livro”, diz Gustavo Moura, destacando a falta de registros sobre o rio.

Em seu texto de apresentação, a presidente da Funesc, Márcia Lucena exalta o trabalho do artista: “Do lado que estou da vida sempre avistei Gustavo Moura. Com sensibilidade, paixão e técnica ele se movimenta há tempos por lugares carregados de identidade. Com a beleza de um animal ele reafirma sua história, aproxima e distancia o olhar de aprendizes e mostra que há muitas palavras, muitos pensamentos e sentimentos entre o preto e o branco e muita vida em um só momento”.

O artista - Nascido em 15 de março de 1960, na cidade de João Pessoa, Paraíba, Gustavo Moura iniciou-se profissionalmente em 1980, no Núcleo de Pesquisas Populares da UFPB, desenvolvendo trabalhos fotográficos na área da documentação. Realizou diversas exposições individuais e também participou de exposições coletivas. Desenvolveu projetos para o mercado editorial e publicitário, além de projetos autorais.

Gustavo Moura é autor dos livros “Imaginário” e “Do Reino Encantado”. Também recebeu diversos prêmios, entre eles o primeiro lugar do Concurso Fotográfico Cultural Leica.


Serviço:

Exposição Rio Parahyba

Artista: Gustavo Moura

Abertura: sexta-feira (4 de dezembro), às 19h

Período: 5 de dezembro a 3 de janeiro

Local: Galeria Archidy Picado (Espaço Cultural José Lins do Rego) | das 8h às 18h
Entrada: gratuita meio de fotografia analógica.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Usina Lumière apresenta Acossado de Godard


A Aliança Francesa de João Pessoa, em parceria com a Usina Cultural Energisa, convidam para o ciclo de cinema francês Usina Lumière,que nesta quarta-feira, 21, às 19h30, apresenta o filme “Acossado” (À bout de souffle), dirigido por Jean-Luc Godard. O ciclo de cinema francês usina Lumière acontece sempre na terceira quarta-feira do mês. Ao final da sessão haverá um bate papo com o crítico de cinema João Batista de Brito sobre o filme e o sorteio de um volume do livro O Cinema na Paraíba de Willis Leal.

Sinopse:

“Acossado” (À bout de souffle) foi o primeiro longa-metragem de Jean-Luc Godard. Nesse filme ele usa um casal como protagonistas, casal este que foge aos padrões da época, pois estes dois personagens são completamente amorais e aéticos. Michel (interpretado por Jean-Paul Belmondo) é um ladrão de carros que acaba cometendo um latrocínio o que faz com que a polícia o persiga com mais veemência, divulgando o seu rosto em diversos jornais, o que leva Michel pensar em mudar-se para Roma. Já Patrícia (Jean Seberg) ganha à vida vendendo jornais nas ruas e trabalhando como jornalista, mas também é desprovida de caráter. Os dois se conhecem muito pouco, mas se amam, apesar de não se permitirem demonstrar seus afetos. Godard mostra a sua genialidade, pois os personagens têm atitudes que escapam do convencionalismo. Este filme é uma obra-prima que alguns o coloca no mesmo nível de “O nascimento de uma nação” (D. W. Grifith) e “Cidadão Kane” (Orson Welles). São mostrados enquadramentos dos personagens e personalidade subversiva dos mesmos. Um marco para a nouvelle vague, como também um dos divisores de época da história do cinema.

Ficha Técnica:

ACOSSADO

Título original: À Bout de Souffle

Duração: 86 minutos (1 hora e 26 minutos)

Gênero: Policial

Direção: Jean-Luc Godard

Ano: 1959

País de origem: FRANÇA

Serviço:

Cineclube Usina Lumière Data: 21 de 2013 Hora: 19:30h Local: sala digital Vladimir Carvalho Entrada franca

Usina Cultural Energisa Av. Juarez Távora, 243 – Torre Tel: 3221 6343 | 9174 1797 comunicacaopb@energisa.com.br

Aliança Francesa

Av. Gal. Bento da Gama, 396 – Torre

Tel: 3222 6565 secretaria@afjoaopessoa.com.br