sexta-feira, 7 de outubro de 2016
Nocaute
Não poderia deixar de indicar o blog do grande escritor Fernando Morais - Olga; Chatô, o Rei do Brasil - , o Nocaute, ácido e parcial como tem que ser.
quinta-feira, 6 de outubro de 2016
Autógrafo especial
Ontem tive a honra de ganhar o autógrafo do grande jornalista e escritor Tião Lucena, grande baraúna das letras paraibanas e digno representante da cidade de Princesa Isabel. Seu livro, A Guerra de Princesa (Editora Bagaço), trata de um dos mais interessante episódios políticos que marcaram a as vésperas da República Velha, que foi a revolta do município paraibano liderada pelo coronel José Pereira frente ao governo de João Pessoa, que resultou na proclamação da República de Princesa, com hino, bandeira, governo próprios e uma Constituição em elaboração.
O livro está infelizmente esgotado, mas caso alguém o encontre em algum sebo, vale muito a pena a leitura.
Tive até a honra de aparecer no Blog do Tião, referência no Brasil sobre política local, com os comentários sempre certeiros do nobre princesense.
Tripla honra para mim: a maravilho recepção, o autógrafo e a a lembrança no blog por Tião. A ele, meus mais sinceros agradecimentos.
O livro está infelizmente esgotado, mas caso alguém o encontre em algum sebo, vale muito a pena a leitura.
Tive até a honra de aparecer no Blog do Tião, referência no Brasil sobre política local, com os comentários sempre certeiros do nobre princesense.
Tripla honra para mim: a maravilho recepção, o autógrafo e a a lembrança no blog por Tião. A ele, meus mais sinceros agradecimentos.
Mopho
No ano de 2001, mais ou menos, fui apresentado a uma banda psicodélica brasileira de Alagoas: Mopho. Meu amigo Salomão me emprestou o primeiro CD da banda, e ainda me passou alguns links com matérias e entrevistas. Com nítida influência de Mutantes e (claro) Beatles, mas também com uma personalidade bastante forte para se firma como uma banda longe de uma mesmice que poderia aparentar, e eu, fiquei louco pela banda. Lembro que, na época, fiz até amizade com um primo de um dos integrantes, e vivíamos conversando pelo finado ICQ, o que me deixou sempre atualizado sobre o que acontecia com os caras e tal. Fui até um dos primeiros a saber que a banda tinha acabado.
O nome Mopho vem de um comentário que um sujeito fez sobre o som da banda, dizendo que iria mofar porque estava ultrapassado, aí juntou com o lance do psicodelismo e ainda mais com o nome de uma música do U2, que é mopho também.
Para quem quiser escutar, eis o MySpace e o Facebook. E abaixo segue um texto com um pouco da história da banda.
--
O Mopho teve a sua estréia no mercado fonográfico em 2000 com o disco homônimo “Mopho” lançado pelo selo paulistano Baratos Afins. O disco de estréia levou a banda, naquela época a ilustrar as páginas dos principais jornais e publicações do Brasil, alguns veículos da imprensa chegaram a apontar o quarteto como a principal banda psicodélica do país fazendo com que o quarteto participasse dos principais festivais de música como, por exemplo: Abril pro Rock (Recife e São Paulo), Porão do Rock (Brasília), Balaio Brasil (São Paulo), Festival de Inverno De Garanhuns (Pernambuco), contabilizando ainda shows por Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis entre outras grandes cidades. O som do grupo cruzou as fronteiras do país e figurou como destaque na rádio KARXL de Berkley (Califórnia, USA) durante muito tempo. Em 2003 quando estavam prestes a lançar o segundo disco e após terem tocado por todo o Brasil, a banda se dissolveu. Em 2004 o Mopho lança “Sine Diabolo Nullus Deus” (Baratos Afins) com apenas dois integrantes da formação original – João Paulo (guitarra e vocais) e Leonardo Pereira (teclados). No mesmo ano os dissidentes do grupo – Júnior Bocão (contrabaixo e vocal) e Hélio Pisca (bateria) lançam “A Terra é nossa Casa Flutuante” (Independente) com um novo projeto, batizado de Casa Flutuante, e seguem para fixar residência em São Paulo. Em junho de 2008, após cinco anos separados, o grupo se reencontra para um show na capital paulista e ali começam a escrever um novo capítulo para essa história. João Paulo, acompanhado de Dinho Zampier (teclado) propõe a Júnior Bocão e Hélio Pisca a produção de um novo disco. Ainda em 2008 a banda participa do festival Quebra-Mar (Macapá) e voltam a se encontrar em Alagoas em junho de 2009 ano, onde em cinco dias selecionam repertório, arranjam e iniciam as gravações do esperado terceiro álbum, ainda sem título e com previsão de lançamento para este ano. O Mopho já tem 13 anos de trajetória e uma história que se divide entre altos e baixos, brigas, reencontros, uma legião de fãs espalhados por todo o país e o reconhecimento por grande parte da crítica musical atuante no Brasil. Agora mais maduros, o quarteto promete recolocar a banda em uma posição de destaque, fazendo o que mais sabem, música de qualidade e um alto teor de sofisticação em seus arranjos e canções. Arnaldo Baptista em uma entrevista ao Estado de São Paulo certa vez proferizou,... O contrário de Mopho não é “fômo”, o contrário de Mopho é “Vortemo”! Um belo trocadilho que agora faz todo o sentido, pois o famoso e lendário Mopho está de volta e a todo vapor!
O nome Mopho vem de um comentário que um sujeito fez sobre o som da banda, dizendo que iria mofar porque estava ultrapassado, aí juntou com o lance do psicodelismo e ainda mais com o nome de uma música do U2, que é mopho também.
Para quem quiser escutar, eis o MySpace e o Facebook. E abaixo segue um texto com um pouco da história da banda.
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O Mopho teve a sua estréia no mercado fonográfico em 2000 com o disco homônimo “Mopho” lançado pelo selo paulistano Baratos Afins. O disco de estréia levou a banda, naquela época a ilustrar as páginas dos principais jornais e publicações do Brasil, alguns veículos da imprensa chegaram a apontar o quarteto como a principal banda psicodélica do país fazendo com que o quarteto participasse dos principais festivais de música como, por exemplo: Abril pro Rock (Recife e São Paulo), Porão do Rock (Brasília), Balaio Brasil (São Paulo), Festival de Inverno De Garanhuns (Pernambuco), contabilizando ainda shows por Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis entre outras grandes cidades. O som do grupo cruzou as fronteiras do país e figurou como destaque na rádio KARXL de Berkley (Califórnia, USA) durante muito tempo. Em 2003 quando estavam prestes a lançar o segundo disco e após terem tocado por todo o Brasil, a banda se dissolveu. Em 2004 o Mopho lança “Sine Diabolo Nullus Deus” (Baratos Afins) com apenas dois integrantes da formação original – João Paulo (guitarra e vocais) e Leonardo Pereira (teclados). No mesmo ano os dissidentes do grupo – Júnior Bocão (contrabaixo e vocal) e Hélio Pisca (bateria) lançam “A Terra é nossa Casa Flutuante” (Independente) com um novo projeto, batizado de Casa Flutuante, e seguem para fixar residência em São Paulo. Em junho de 2008, após cinco anos separados, o grupo se reencontra para um show na capital paulista e ali começam a escrever um novo capítulo para essa história. João Paulo, acompanhado de Dinho Zampier (teclado) propõe a Júnior Bocão e Hélio Pisca a produção de um novo disco. Ainda em 2008 a banda participa do festival Quebra-Mar (Macapá) e voltam a se encontrar em Alagoas em junho de 2009 ano, onde em cinco dias selecionam repertório, arranjam e iniciam as gravações do esperado terceiro álbum, ainda sem título e com previsão de lançamento para este ano. O Mopho já tem 13 anos de trajetória e uma história que se divide entre altos e baixos, brigas, reencontros, uma legião de fãs espalhados por todo o país e o reconhecimento por grande parte da crítica musical atuante no Brasil. Agora mais maduros, o quarteto promete recolocar a banda em uma posição de destaque, fazendo o que mais sabem, música de qualidade e um alto teor de sofisticação em seus arranjos e canções. Arnaldo Baptista em uma entrevista ao Estado de São Paulo certa vez proferizou,... O contrário de Mopho não é “fômo”, o contrário de Mopho é “Vortemo”! Um belo trocadilho que agora faz todo o sentido, pois o famoso e lendário Mopho está de volta e a todo vapor!
quarta-feira, 5 de outubro de 2016
Sobre a reforma da educação
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| "A man in a room", atribuído a Rembrandt ou a um seu discípulo |
Não se dá a devida importância à educação no Brasil pelos mesmos motivos que não se dá à saúde, segurança, urbanização, transporte etc: por completa incompetência e desinteresse, e não após uma decisão a portas fechadas em que os líderes se negam propositalmente a investirem nessa tão sensível área que poderá, futuramente, lhes causar algum prejuízo. Se alguém na terra de Vera Cruz é imediatista é a classe política.
No mais, não acho que restam dúvidas sobre a necessidade urgente de se reformar a nossa educação e, finalmente, superarmos esse modelo escolástico, medieval e limitador que temos hoje. Reforma estrutural e tão urgente que já fora tentada por tão longínquos vultos como Ruy Barbosa.
Crianças e jovens estão cada vez mais ávidos por conhecimento e para demonstrarem suas habilidades e criatividades, mas um sistema em que os assuntos são passado quase que roboticamente, desconexos da realidade, que tem como única utilidade a aprovação em uma prova de vestibular fatalmente irá afastar cada vez mais os alunos das escolas e, talvez, até extinguir a possibilidade de grandes profissionais, empreendedores, cultos e inovadores saírem dos bancos dos liceus.
Concordo que deva haver um direcionamento dado pelo próprio aluno em seus estudos, mas sem fechar a possibilidade de, em um breve futuro, ele mudar de ideia, além de tornar assuntos tão importantes como história, sociologia, filosofia - que em alguns países esses estudos são realmente sérios e densos - serem obrigatórios, mudando, claro, a forma de transmitir e avaliá-los.
Para essa mudança, no entanto, deve-se mudar (quase) tudo: salários dos professores, número de alunos por sala, aplicação prática do conhecimento, modos de incentivo, ensino integral com inclusão de artes e esportes e, para completar a quimera, avaliação individual e progressiva. E para tanto, é imperioso o diálogo com profissionais da classe e com os estudantes, que são os diretamente interessados e afetados, e não de cima para baixo por burocratas partidários em busca de apoio para as próximas eleições.
Outra grande conquista que foi posta em xeque foi a não obrigatoriedade de formação na área em que se irá lecionar, aliás, a nem mesmo obrigatoriedade de curso superior, um retrocesso tamanho que desprestigia os licenciados além de deixar uma grande brecha para que ingerências antirrepublicanas e anti-educacionais virem a regra.
Da forma que foi - ou que se está querendo fazer - uma reforma tão importante e já tardia que tem impacto decisivo no futuro do nosso país, mais dúvidas que certezas são levantadas sobre seu propósito, e, para mim em particular, uma dúvida extra foi plantada: será que, de fato, há um grande gênio do mal com tanto calculismo por trás dessa ideia?
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
A revolução guatemalteca, Greg Grandin. Revoluções do Século 20
Já havia lido o que trata da revolução chinesa, e confesso que adquiri esse sobre a revolução guatemalteca para suprir minha ignorância no tema. É extremamente interessante, e desalentador, perceber as semelhanças das sociedades latino-americanas em meados do século passado: enorme concentração de renda, elite política e econômica dominando e massacrando a grande massa pobre e ignorante, movimentos sociais e políticos sendo perseguidos e execrados, influências estrangeira nos assuntos internos etc.
As agruras guatemaltecas iniciaram em 1944, quando a ditadura de Jorge Ubico, que governava o país há treze anos, foi derrubada e um socialismo de espectro de menos a mais radical passou a governar o país por dez anos, com os governos Arévalo e Arbenz.
Com a desculpa de refrear uma suposta contaminação comunista/soviética no continente, pois não houve provas até hoje de qualquer ligação mais forte entre os novos governos democráticos da Guatemala e a União Soviética, sobrepôs-se, na verdade, os interesses de corporações norte americanas e grandes proprietários rurais locais que passaram acumular prejuízos com a reforma agrária executada no país. Contra isso, investidas de militares locais apoiados pelo governo dos EUA, desde o treinamento militar e de inteligência e fornecimento de materiais bélicos, até o que o autor denominou de guerra psicológica, com a propagação de livros, gibis, filmes etc. criando uma caricatura demonizada dos comunistas.
Dez anos após a derrubada da ditadura e da implantação da democracia, as forças acima referidas conseguiram depor o governo democrático e, junto com a volta da ditadura, uma guerra civil durou décadas, tendo terminado apenas em 1996, com a dizimação quase que completamente indiscriminada da população indígena.
Outro fato interessante também sobre esse deplorável episódio na Guatemala foi a criação e o aperfeiçoamento, no bojo da CIA, de um grande programa de inteligência, denominado de Operação Limpeza, que se estendeu a muitos países da América Latina, inclusive o Brasil, e que ensejou a estapafúrdia Operação Condor, que teve o desenrolar que já conhecemos.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
Colômbia, FARC e um processo de paz
Ontem, dia 26 de setembro de 2016, foi assinado na Colômbia o acordo de paz entre o Governo e as FARC.
Pelo acordo, haverá o término de um conflito que conta com 52 anos, anistiando os guerrilheiros, e passando as FARC a ser um partido político contando com cinco vagas garantidas no Congresso colombiano nas próximas eleições independente da sua votação, além da implantação de políticas de inclusão aos ex-guerrilheiros, garantindo cursos profissionalizantes e inclusive bolsas de auxílio.
O acordo, que fora negociado por anos em Cuba entre governo e guerrilha, deverá ser submetido ainda a plebiscito pelo povo colombiano, que está, como não poderia deixar de ser, dividido entre aprová-lo ou não.
De um lado, os que são contrários ao acordo alegam que o governo fez muitas concessões a um grupo guerrilheiro que cometeu inúmeros crimes deliberados na Colômbia, tais como extorsões, sequestros, assassinatos etc., e que anistiar os guerrilheiros seria, além de uma vergonha para o país, uma vitória para as FARC, e muitos dos que foram vítimas da guerrilha alegam que se sentirão humilhados e inseguros sabendo que seus algozes estão livres e anistiados.
De outro lado, os favoráveis vêem o acordo como única possibilidade acabar com a guerrilha e findar a luta armada que dura décadas, pois a continuação do conflito dificilmente levaria a vitória definitiva do governo, tendo em vista, entre outras, as estratégias das FARC em se infiltrar nas comunidades rurais, usando-as como escudo ou mesmo conquistando-as por proteção, dispersa-se em zonas de difícil acesso, além de manter inúmeros sequestrados sob suas armas, o que impediria um ação mais violenta e definitiva pelo governo.
Na foto, um caneta feita no corpo de uma bala, gravada com a seguinte frase: "As balas escreveram nosso passado. A educação, nosso futuro".
Pelo acordo, haverá o término de um conflito que conta com 52 anos, anistiando os guerrilheiros, e passando as FARC a ser um partido político contando com cinco vagas garantidas no Congresso colombiano nas próximas eleições independente da sua votação, além da implantação de políticas de inclusão aos ex-guerrilheiros, garantindo cursos profissionalizantes e inclusive bolsas de auxílio.
O acordo, que fora negociado por anos em Cuba entre governo e guerrilha, deverá ser submetido ainda a plebiscito pelo povo colombiano, que está, como não poderia deixar de ser, dividido entre aprová-lo ou não.
De um lado, os que são contrários ao acordo alegam que o governo fez muitas concessões a um grupo guerrilheiro que cometeu inúmeros crimes deliberados na Colômbia, tais como extorsões, sequestros, assassinatos etc., e que anistiar os guerrilheiros seria, além de uma vergonha para o país, uma vitória para as FARC, e muitos dos que foram vítimas da guerrilha alegam que se sentirão humilhados e inseguros sabendo que seus algozes estão livres e anistiados.
De outro lado, os favoráveis vêem o acordo como única possibilidade acabar com a guerrilha e findar a luta armada que dura décadas, pois a continuação do conflito dificilmente levaria a vitória definitiva do governo, tendo em vista, entre outras, as estratégias das FARC em se infiltrar nas comunidades rurais, usando-as como escudo ou mesmo conquistando-as por proteção, dispersa-se em zonas de difícil acesso, além de manter inúmeros sequestrados sob suas armas, o que impediria um ação mais violenta e definitiva pelo governo.
Na foto, um caneta feita no corpo de uma bala, gravada com a seguinte frase: "As balas escreveram nosso passado. A educação, nosso futuro".
Xadrez verbal: política internacional
Indico aos que se interessam por política internacional o site Xadrez Verbal, que conta com, além do site, podcast, canal no YouTube, Twitter e Facebook (links abaixo), com comentários e notícias sobre o que acontece nas relações mundo a fora.
O autor do projeto é o professor Filipe Figueiredo, que faz também os vídeos de história do canal Nerdologia. No podcast, ele divide os programas com o Matias, e, recentemente, também passou a fazer parte a professora Vivian Almeida, comentado sobre economia, e também há de tempos em tempos convidados e entrevistas.
Links: Xadrez Verbal; Podcast; YouTube; Facebook; Twitter.
O autor do projeto é o professor Filipe Figueiredo, que faz também os vídeos de história do canal Nerdologia. No podcast, ele divide os programas com o Matias, e, recentemente, também passou a fazer parte a professora Vivian Almeida, comentado sobre economia, e também há de tempos em tempos convidados e entrevistas.
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